A advogada Marcelise Azevedo é a exceção que confirma a regra. Mulheres, ainda mais as negras, geralmente estão fora dos cargos de comando em empresas e escritórios.

Há 23 anos trabalhando no mesmo escritório, sendo sócia desde 1999, ela primeiro assumiu a coordenação da área previdenciária da firma em 2006.

Mais tarde, em 2013, ficou responsável pela coordenação da unidade de Brasília do escritório. Agora, desde fevereiro deste ano, integra a diretoria do escritório, que conta com dois homens e duas mulheres.

Há décadas, a expressão teto de vidro é usada como referência às barreiras invisíveis que impedem mulheres e outros grupos de galgarem cargos de decisão dentro da hierarquia de empresas, escritórios e governos.

Para Marcelise, entretanto, é preciso fazer uma ressalva quando se fala de mulheres negras.

“As mulheres negras, elas não são nem convidadas para a festa, elas não podem nem pensar no teto de vidro, porque elas já estão na porta de vidro, uma porta que não permite que elas entrem, elas ficam olhando de fora”.

Leia a entrevista completa com Marcelise Azevedo, sócia Escritório Mauro Menezes, integrante da nossa Rede LADO e parceria do Instituto Declatra, clicando aqui. 

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