O iDeclatra na Cultura desta terça-feira (11) recebeu o médico e ex-deputado federal, Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha, para lembrar das outras pandemias que o Brasil enfrentou. Embora seja a emergência sanitária mais crítica dos últimos tempos, o País já passou por outras. Como no caso da Nova Gripe, causada pelo vírus h1n1, em 2009. Naquele ano o Brasil vacinou mais de 80 milhões de pessoas em três meses. Rosinha conversou com a advogada e diretora do iDeclatra, Mírian Gonçalves e com a jornalista da Rádio Cultura, Mariane Antunes.

O convidado desta edição lembrou que a chamada nova gripe, gerada pelo h1n1, surgiu no primeiro trimestre de 2009, no México. “Já em abril a OMS o classificou como emergência de saúde pública internacional e logo em seguida estava em 75 países. No Brasil chegou em maio. No 2º semestre de 2009 já estavam desenvolvidas as vacinas, tempo semelhante da Covid. Assim que a vacina foi desenvolvida, o então presidente Lula liberou R$ 2 bilhões para compra de insumos e material de diagnóstico. Em 2010 foram compradas vacinas de três laboratórios diferentes somando mais de 80 milhões de doses e em três meses foram vacinadas mais de 80 milhões de pessoas”, recordou.

Rosinha disse que este exemplo é, particularmente bom, pois há uma discussão sobre como aplicar as doses de imunizantes na população. “Também era injetável, não era por exemplo, aplicada em gotinhas. Portanto, podemos comparar as situações. Por isso que digo que as pessoas que morem hoje, sem dúvida nenhuma, a culpa é do Bolsonaro. Os países começaram a vacinar em dezembro. Se tivéssemos comprado as doses quando foram ofertadas, teríamos feito a vaicnação em janeiro, fevereiro e março. Então, de lá para cá, eu posso colocara culpa no Bolsonaro por todas as pessoas que morreram”, enfatizou.

Outro problema apontado por que tenta minimizar os erros do Governo Federal na pandemia, segundo Rosinha, é a estrutura necessária para manter as vacinas da Pzeizer, devido à baixa temperatura. “Onde vive grande parte da população brasileira? Nas regiões metropolitanas. Poderia ter utilizado nestas cidades e para locais mais afastados utilizados de outros laboratórios. Além disso, se comprou em julho e a empresa ficou de entregar em janeiro, há seis meses para preparar toda a logística necessária”, completou.

A quebra de patentes das vacinas, outras pandemias e epidemias enfrentadas pelo Brasil, a diferença entre surto, pandemia e epidemia, a notificação compulsório de doenças infecciosas, expectativa de medicamentos para a Covid-19 baseada em outras doenças causadas por vírus e muito mais você conferente neste programa no vídeo abaixo.

Confira o programa no vídeo abaixo e não se esqueça: O iDeclatra na Cultura é transmitido todas as terças e quintas-feiras, ao meio-dia, na Rádio Cultura de Curitiba. Você pode acompanhar o programa ao vivo pela AM 930, pelo site, pela Fan Page do Instituto Declatra ou da própria Rádio.

Foto de capa: Valter Pontes/Secom / Fotos Públicas 

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