A situação na Palestina e uma explicação sobre o que está acontecendo na faixa de gaza. Essa foi a pauta do iDeclatra na Cultura desta terça-feira (18). O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah e a doutoranda em antropologia social pela UFSC, Bárbara Caramuru, foram os convidados desta edição para debater o tema com a advogada e diretora do Instituto Declatra, Mírian Gonçalves e com a jornalista da Rádio Cultura, Mariane Antunes.

Durante o programa foi apresentada a história da ocupação dos judeus em terras palestinas. Inclusive, o fato de que uma votação foi realizada para a escolha do local, que poderia ter sido a Argentina. “Não tem ligação com a 2ª Guerra Mundial (a escolha do local), que é muito posterior e não tem elo causal com o nascimento do sionismo, que nasce em 1.900 e no andar da carruagem, eles escolhem a Palestina. Era tanto amor à Palestina que menos da metade escolheram esse destino”, ironizou o presidente da Fepal, Ualid Rabah. Como consequência, hoje a estimativa da ONU é de que há mais de cinco milhões de refugiados palestinos, todos descendentes dos que foram obrigados a fugir na década de 80 depois que foram expulsos de suas terras.

Ele ainda destacou a confusão de termos que acontece de forma recorrente, sobretudo na grande imprensa quando o tema é tratado. “Precisamos dizer que todos os palestinos são semitas. Todos os árabes são semitas. Mas nem todos os judeus são semitas. Todos os outros são estrangeiros de fé judaica. Ao mesmo tempo nem todos os judeus são sionista e nem todo sionista é judeu. Isso é fundamental entender. Há um sequestro do judaísmo e feito, anteriormente, por não judeus. O judaísmo é religião, não povo e não é nação. O sionismo nasce na Europa por judeus europeus”, explicou.

Já a pesquisadora Bárbara Caramuru, traçou um histórico das ocupações na Palestina e comparou a situação com um hipotético avanço do Brasil sob terras paraguaias “Tentam (judeus) a compra de terra como meio de legitimar a ocupação. É uma barbárie. Se fizermos uma analogia dos brasileiros com terras no Paraguai, na área de fronteira seca. Já imaginou? Pegamos essas terras e vamos avançar para anexar essas terras ao território brasileiro? É um argumento comum”, comparou Bárbara que também enfatizou o papel do império britânico neste processo.

A advogada e diretora do iDeclatra, Mírian Gonçalves, também fez críticas às confusões de nomenclaturas que, muitas vezes, são propositais. “O partido nazista tentou exterminar o povo judaico, retirá-lo no que era possível da Alemanha e seus domínios. Os sionistas, em comparação, tentam exterminar os palestinos e não é de agora. Muito se joga no conflito com o Hamas, mas não quero entrar nesse jogo. É importante entender que o sionismo também é um projeto de limpeza étnica”, argumentou.

No programa desta terça-feira (18) você ainda confere o uso correto dos termos que envolvem a situação, o papel de importantes agentes políticos, as diferenças entre judaísmo e sionismo, o que está por trás do projeto de colonização, os motivos pelos quais os ataques constantes são chamados de limpeza étnica, os saldos dos ataques mais recentes que deixaram 10 israelenses e mais de 200 palestinos mortos, sendo mais da metade mulheres e crianças,  outras informações da história da ocupação em terras palestinas e muito mais.

Confira o programa no vídeo abaixo e não se esqueça: O iDeclatra na Cultura é transmitido todas as terças e quintas-feiras, ao meio-dia, na Rádio Cultura de Curitiba. Você pode acompanhar o programa ao vivo pela AM 930, pelo site, pela Fan Page do Instituto Declatra ou da própria Rádio.

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