Nesta quarta-feira (30), às 14h, a oposição no legislativo federal protocolará na Câmara Federal um “superpedido” de impeachment contra Jair Bolsonaro. O documento é assinado por 11 partidos, parlamentares de todos os espectros políticos e entidades da sociedade civil, como a CUT, o MST, a UNE e o Instituto Defesa da Classe Trabalhadora (iDeclatra).

O pedido reúne, em um só documento, ao menos 24 atos cometidos pelo Presidente da República que caracterizam crimes de responsabilidade. Estão reunidos argumentos que constam nos mais de 120 demandas pelo impedimento de Jair Bolsonaro que estão parados na Câmara Federal.

“Não há, em qualquer momento da história do Brasil, uma gestão federal que reúna tantos argumentos contra si para o impedimento. É um número impensável de mortes, é um genocídio contra determinadas populações, é o desdém contra a pandemia de Covid-19, atos negacionistas, agressões contra jornalistas, denúncias de corrupção inclusive na compra da vacina, destruição do meio-ambiente e políticas públicas. É um sem fim de denúncias. Estão elencadas todas as previsões para o impedimento de Bolsonaro”, analisa a advogada e diretora do iDeclatra, Mírian Gonçalves.

Segundo ela, agora a responsabilidade está nas mãos do presidente do congresso e também da população, que precisa manifestar sua insatisfação para fortalecer a pressão pela abertura do impeachment. “Cabe agora, ao Artur Lira, colocar em votação. Quem compactua com isso também tem sangue nas mãos. Os arguentos estão dados, agora é pressão contra o presidente da Câmara Federal e todos nós fazemos parte deste processo histórico”, completou.

:: Clique aqui para assinar, você também, o superpedido de impeachment. 

Veja o vídeo produzido pelo instituto para anunciar o “superpedido”.

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